É óbvio que existe uma dependência da educação a distância em relação aos inúmeros fatores provenientes da tecnologia. Quando retrocedemos no tempo e pensamos
Hoje as necessidades são diferentes, uma série de novas maneiras de interação se faz presente a cada dia e os profissionais da educação devem saber explorá-las, selecioná-las e montar sua própria “caixinha de ferramentas”.
Vivemos em um cenário repleto de recursos midiáticos, os quais estão inseridos em inúmeros materiais didáticos. Cursos são feitos via vídeo, podcasts, animações, diversos tipos de linguagens de programação. Quando são ministrados via web, a dependência se faz de maneira muito mais expressiva.
Neste entrelaçamento da educação com os recursos tecnológicos pode ocorrer uma hiper valorização ou equiparação da tecnologia com a educação, estabelecendo um ponto perigoso, que nos tira do verdadeiro propósito que é o de educar. É um limiar tênue, alguns o ultrapassam e continuam por um caminho que os afasta cada vez mais do propósito inicial.
Se em determinado momento a balança do que “realmente é importante” passa a pender mais para o lado da tecnologia, o processo de ensino e aprendizagem vira refém. Dependência jamais poderá se transformar em submissão! É aquele velho chavão (e verdadeiro) pronunciado inúmeras vezes durante congressos de EaD: “a tecnologia deve ser o meio e não o fim”.
À medida que a submissão aumenta, mais o professor tem sua autonomia diminuída e cada vez mais ele se vê deslocado para a ponta final do processo.
Aproveito o tema para abordar outra questão: a dos recursos e textos inseridos em um material. Não existe uma fórmula para elaborar um curso, não existe regra, existe sim o bom senso e a sensibilidade de saber o que e quando utilizar.
O que torna um curso bom? Um material didático composto somente por texto pode ser tão bom, ou melhor, do que inúmeros cursos hollywoodianos. Muitos fatores estão envolvidos para o sucesso de um curso: identificação do público alvo, recursos adequados para interação, uso racional das mídias etc.
Quando não existia Internet, quando a educação a distância era feita totalmente via correios, via carta escrita à mão, mesmo assim havia educação a distância.
O texto faz parte de um contexto maior, que é o desenho educacional do curso.
A maneira como o professor irá interagir, para a construção do conhecimento, é muito mais valioso do que a forma como o material é disponibilizado, o mesmo pode ser feito via texto e com a incrementação, por exemplo, de tudo o que está disponível gratuitamente na rede. Não vejo problema de um curso ser baseado em cima de "pesados" textos, na íntegra. Desde que seja avaliado o público alvo envolvido e as formas de interação para as trocas e construções coletivas e democráticas do conhecimento.
Na EaD, tecnologia e educação devem ser parceiras, nunca nos esquecendo de que a primeira deve estar a serviço da segunda.
Educação e Tecnologia
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