Fortes explosões foram ouvidas nas primeiras horas desta segunda-feira na capital da Líbia, Trípoli. O governo líbio disse ser um ataque direto contra a vida de Muammar Kadafi. As instalações destruídas, segundo agências internacionais, eram utilizadas pelo ditador para reuniões ministeriais.
Segundo a BBC, correspondentes dizem que as explosões, ocorridas pouco depois de meia-noite (horário local, 19h do domingo em Brasília) estão entre as mais fortes na cidade desde o começo da campanha militar. O incidente ocorreu quando jatos da Otan sobrevoavam a cidade. Após as explosões, as estações de TV Líbia, Jamahiriya e Shababiya ficaram fora do ar por cerca de meia-hora.
No sábado, Tripoli foi alvo de ao menos dois raids da Otan, às 19h45 (14h42) e às 22h40 local (17h40). Os aviões da Aliança Atlântica também atacaram no sábado objetivos nas cidades de Sirte, Al-Joms, Al-Assa e Gharyen, causando um "certo número de vítimas", segundo a agência oficial líbia Jana.
Uma coalizão internacional cumpre na Líbia desde 19 de março passado um mandato da ONU para acabar com a sangrenta repressão à revolta contra o regime de Kadafi, no poder há 42 anos. No dia 31 de março, a Otan assumiu o comando das operações.
Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.
A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais milhares morreram e multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Menos de 48 horas depois, no dia 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques deFrança, Reino Unido e Estados Unidos.
Com informações da BBC e AFP
25-04-11 Fonte: Site Terra
Nenhum comentário:
Postar um comentário