Reunião avalia se resgate de corpos do AF 447 deve continuar.

Comentário do Prof. Cristiano Bredda: Parece que este caso é uma novela, não termina nunca, até onde vamos com isso!

Uma reunião entre a polícia, a Justiça e o BEA, o órgão francês responsável pela investigação do acidente com o voo AF 447, vai avaliar na segunda-feira a continuidade da operação de resgate dos corpos das vítimas encontrados junto aos destroços do Airbus A330, a quase 4 km de profundidade no oceano Atlântico. O encontro, que será realizado em Paris, quer "validar a possibilidade de continuar içando os corpos", como disse ao Terra a coordenação de imprensa da Polícia Militar francesa nesta sexta-feira.

A polícia não informou se as operações de tentativa de resgate de vítimas continuam nesta sexta-feira e durante o fim de semana. Duas equipes de especialistas encontram-se a bordo do navio Ile de Seine, de onde é coordenada a operação marítima por meio de robôs Remora 6000: uma tem a missão de recolher peças e outras partes da carcaça do avião que possam ser úteis para as investigações, e a segunda é encarregada de tentar retirar os corpos. O corpo que foi resgatado na quinta-feira permanecerá no navio até que os demais também sejam, se possível, trazidos à superfície. Os restos mortais estão em um frigorífico. O objetivo é levar a Paris todos os corpos que forem recolhidos na operação. A polícia retirou amostras do corpo resgatado, que serão enviadas à França junto com as duas caixas-pretas do Airbus, recuperadas no início da semana. Inicialmente, as peças e a amostra serão levadas a Cayenne, na Guiana Francesa, de onde partirão de avião rumo a Paris. A expectativa é que os especialistas desembarquem na França até a quarta-feira. De acordo com a polícia francesa, um representante brasileiro vai acompanhar o procedimento e, na capital francesa, participará tanto do trabalho de leitura das caixas-pretas quanto da identificação da vítima por exame de DNA.

Ainda segundo a polícia, os corpos que estão afivelados aos assentos de avião são os mais fáceis de serem resgatados, já que os braços do robô conseguem segurar o banco com mais firmeza. Há vítimas, entretanto, que estão separadas dos assentos. Procurado, o BEA declarou que não comentará o resgate das vítimas e que esta questão é de responsabilidade da polícia e da Justiça francesas.

06-05-11 Fonte: Site Terra

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