Anhangüera Edu. aposta na expansão

O setor de educação é mais um dos que devem ganhar na onda do crescimento econômico e da massa salarial no Brasil. Os benefícios incluem incentivos e financiamentos do governo, e isso deve se refletir nos resultados de empresas. Uma delas é a Anhanguera Educacional. José Augusto Teixeira, diretor vice-presidente de planejamento e relações com investidores da companhia, conversou com DINHEIRO:

DINHEIRO – Como o sr. vê a educação no Brasil hoje?

JOSÉ AUGUSTO TEIXEIRA – O setor é formado por empresas predominantemente familiares, pouco profissionalizadas e com pequena escala. O estudante do ensino superior vem de uma classe média emergente e, em geral, não pode pagar muito. Tudo isso cria uma certa dificuldade de expansão.

DINHEIRO – Como a Anhanguera tenta driblar esse cenário?

TEIXEIRA – Fazemos captações de recursos que são reinvestidos tanto na melhora das unidades já existentes quanto na expansão da rede. Oferecer mais unidades com melhor localização é uma forma de atrair mais alunos e reinvestir neste ciclo.

DINHEIRO – Como será feita essa expansão da companhia?

TEIXEIRA – Pode ser por meio de aquisições ou crescimento orgânico. Desde o IPO, em 2007, já adquirimos 34 campi. Para cada caso, analisamos os custos das operações para decidir como será feita a expansão.

DINHEIRO – Existem novas aquisições programadas?

TEIXEIRA – Sim. Até o final de 2010, faremos a aquisição de 40 campi e criaremos outras seis unidades.

DINHEIRO – Se a empresa busca expansão, por que se desfez da participação na rede de cursos de informática Microlins em 2010?

TEIXEIRA – A Microlins é uma rede com atuação muito diferente da Anhanguera e vinha crescendo a taxas pequenas para a empresa. Além de lucrar com a venda, ainda temos uma parceria de marketing cruzado.

DINHEIRO – Por que a empresa migrou suas ações para o Novo Mercado em outubro passado?

TEIXEIRA – Foi uma demanda dos acionistas e investidores.

DINHEIRO – Quando passou a negociar as ações ordinárias na bolsa, os papéis tiveram uma alta no primeiro mês, seguida de baixa no segundo. Como explicar esse movimento?

TEIXEIRA – A oferta ocorreu em um bom momento para o mercado, e o investidor aproveitou. Parte desse sucesso se transforma em realização no curto prazo. É um movimento normal.

Nº edição: 696 | Dinheiro em Ação | 04.FEV - 2011

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